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É como o guarda-chuva

Tanto quanto se sabe, o guarda-chuva (ou chapéu-de-chuva, como preferirem) surgiu no séc. XI a.C., na China. Durante muito tempo o guarda-chuva foi visto como um objecto com significado sagrado, sendo utilizado pata cobrir as divindades e a realeza em procissões e eventos de grande significado espiritual. Mais tarde, o guarda-chuva tornou-se num acessório maioritariamente feminino, enquanto que os homens utilizavam pastas e jornais para se protegerem nos dias de chuva.


Hoje em dia são utilizados por todos e de uma forma geral, os guarda-chuvas são pretos, com um cabo curto e uma altura reduzida do lado côncavo.


repetição de padrões

Apesar da sua longevidade, a verdade é que o guarda-chuva, tal como o conhecemos, não resolve totalmente a verdadeira necessidade do seu utilizador: proteger da chuva. Deveria ter um diâmetro maior, ser mais comprido para proteger tronco e pernas e material transparente para vermos por onde andamos.


É como nas empresas. Criam-se processos de produção, dinâmicas de operacionalização, sequências de comercialização, formas de apresentação que são sempre as mesmas, que ninguém coloca em causa e que por isso não mudam.


Não se faz de outra forma porque sempre foi assim.

É dos insights mais ilustrativos, verdadeiros e frequentes que alguma vez ouvi, mas como frase é do pior que se pode ouvir, porque revela incapacidade, conformismo, desistência, fracasso, derrota.



Porque razão resistimos às mudanças se elas fazem parte da nossa natureza?


Existe uma tendência natural para repetirmos os mesmos padrões de pensamento e de conduta porque prevalece o que está profundamente memorizado e existe uma propensão para nos protegermos do desconhecido, do sofrimento, da dor. É mais fácil, seguro e confortável seguir um caminho em que tudo é previsível - e que por isso permite antecipar o resultado - do que nos sujeitarmos a desafios para os quais nem sabemos se estamos preparados. Todas estas reações estão associadas a crenças que muitas vezes trazemos da infância.



Até que um dia tudo muda.



E muda por várias razões:


- porque a empresa está a perder clientes e negócio constantemente;

- porque a concorrência descobriu uma forma de fazer melhor e mais rápido;

- porque as novas contratações introduziram novos procedimentos;

- porque os clientes mudam de hábitos e gostos;

- porque ficar associado a sistemas obsoletos não traz boa reputação.


Uma vez interiorizadas as vantagens da mudança, as organizações estão preparadas para crescer. É preciso coragem porque não existem garantias, mas, por outro lado, ficar preso aos padrões e hábitos de sempre gera inércia que torna-se prejudicial.







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